"Voltamos às velhas alegações, as quais o Irã já provou que não têm fundamentos em uma resposta precisa de 117 páginas" enviada há quatro anos à AIEA. Mesmo antes da divulgação do relatório, o chefe da diplomacia iraniana, Ali Akbar Salehi, havia negado todas as acusações, afirmando que os ocidentais continuam sem "nenhuma prova séria". "O Ocidente e os Estados Unidos exercem uma pressão sobre o Irã sem argumentos sérios nem provas", disse Salehi. "Sempre repetimos que não queremos fabricar armas nucleares.
Nossa posição sempre foi de utilizar o programa nuclear para fins pacíficos". O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, recordou que "os Estados Unidos possuem 5 mil bombas atômicas e nos acusam imprudentemente de fabricar armas nucleares".
A AIEA revelou que há indício claro de que o Irã pode estar desenvolvendo armas nucleares, afirmando que tem "sérias preocupações a respeito das dimensões militares do programa nuclear iraniano". Citando informações "confiáveis" de inteligência estrangeira e investigações próprias, a entidade indicou que o Irã "praticou atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo nuclear explosivo".