O Irã não ativou nenhuma das centrífugas na nova geração IR-2M, adquiridas recentemente, e "nenhum componente importante" foi instalado no local do reator em construção de Arak. As centrífugas IR-2M preocupam a comunidade internacional, porque diminuiriam consideravelmente o tempo que o Irã levaria para enriquecer uma quantidade de urânio suficiente para produzir armas atômicas. Já o reator de Arak poderia fornecer ao Irã plutônio, uma alternativa ao urânio para a produção de armas.
O novo relatório trimestral da AIEA sobre o Irã, o primeiro do tipo desde a posse do presidente iraniano, Hassan Rohani, é publicado a poucos dias do início de uma nova rodada de negociações em Genebra entre a República Islâmica e o grupo "5+1" (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha). Na semana passada, depois de três dias de intensas negociações na cidade suíça, o Irã e os 5+1 não conseguiram chegar a um acordo sobre o polêmico programa nuclear de Teerã. No entanto, os participantes relataram importantes avanços nas negociações.
Os três relatórios da AIEA anteriores haviam indicado a instalação de 2.255, 886 e 1.861 novas centrífugas na central nuclear de Natanz.