"Informamos todos os representantes da imprensa estrangeira que a cobertura das manifestações, particularmente à frente da embaixada britânica e de Golhak (antiga residência britânica no norte da capital), não está autorizada salvo em caso de autorização", afirmou o Ministério da Cultura e de Orientação Islâmica em uma mensagem.
É a primeira vez que a imprensa estrangeira é proibida de fazer cobertura de manifestações a favor do regime. Existem diversas restrições aos meios de comunicação desde as controversas eleições presidenciais de 2009, seguidas de semanas de manifestações e violência, nas quais o presidente conservador Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito.
Essa proibição ocorre dois dias depois de a sede diplomática britânica localizada no centro de Teerã ter sido atacada e saqueada por manifestantes apresentados oficialmente como "estudantes bassidjis" (milicianos islamitas). A residência de Golhak, de estatuto diplomático, também foi ocupada. Após esses incidentes, que provocaram críticas de diversos países, o Reino Unido fechou sua embaixada em Teerã e ordenou o fechamento diplomático iraniano em Londres.
A agência Mehr informou que, nesta quinta-feira, seria realizada uma nova manifestação à frente da residência Golhak. Um jornalista da agência Mehr informou que "centenas" de membros da polícia antidistúrbios estavam mobilizados no jardim.