O guia supremo iraniano, Ali Khamenei, fez, nesta sexta-feira, fortes críticas contra aqueles que ainda são "os inimigos" do Irã - Estados Unidos, Grã-Bretanha e Israel. O discurso ocorreu por ocasião do 27º aniversário da morte do fundador da República Islâmica, o imã Khomeini.
"Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha maléfica e o regime sionista sinistro e cancerígeno (...) são os principais inimigos" do Irã, afirmou o aiatolá Khamenei diante do conjunto de dirigentes do país e perante milhares de pessoas reunidas em Teerã no mausoléu do imã Khomeini, morto em 1989.
Acusou os Estados Unidos de não respeitarem seus compromissos no acordo nuclear fechado com as potências do grupo 5+1 (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha) em julho de 2015, em vigor desde janeiro. Seu discurso foi acompanhado por gritos de "Morte à América" e "Morte a Israel". "O Irã cumpriu com seus compromissos, mas os americanos, que não são confiáveis, se desentendem até agora", estimou o aiatolá Khamenei.
No Irã "alguns sabem disso desde o início, outros não. Você tem que saber que, caso se sentem com os Estados Unidos para alcançar um acordo sobre qualquer tema, terão a mesma atitude", afirmou, citando assuntos como o programa balístico do Irã, os direitos humanos, o terrorismo ou inclusive as questões regionais.
Após a entrada em vigor do acordo nuclear, uma grande parte das sanções internacionais foram retiradas pela ONU, pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE). Mas os Estados Unidos e a UE ainda mantêm as sanções vinculadas ao programa balístico do Irã, à situação dos direitos humanos e ao apoio de grupos como o libanês Hezbollah, classificados de terroristas pelos Estados Unidos.
O Irã acusa, em particular, os Estados Unidos de não fazerem o necessário para tranquilizar as grandes instituições bancárias internacionais, reticentes em fazer negócios com o Irã por medo de medidas punitivas americanas.
Irã reafirma que EUA, Grã-Bretanha e Israel ainda são seus inimigos
País acusou americanos de não respeitarem seus compromissos no acordo nuclear fechado em 2015