O Irã rejeitou nesta quinta uma proposta norte-americana por meio da qual a república islâmica poderia obter isótopos medicinais em troca da paralisação de seu programa de enriquecimento de urânio. "Desligar o reator ou parar a produção de remédios não é a solução", declarou Ramin Mehmanparast, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã. "Essa proposta não tem lógica."
O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Philip Crowley, sugeriu a ideia depois de o Irã ter anunciado, ontem, o início da produção de urânio enriquecido a 20% para abastecer o reator nuclear de Teerã, onde são fabricados isótopos medicinais. Mehmanparast disse que, ao invés disso, as potências internacionais deveriam permitir que o Irã expanda seu programa de enriquecimento de urânio. "A solução é o outro lado cooperar com o aumento (do número de reatores) para que as necessidades dos pacientes sejam atendidas", afirmou.
Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. Teerã sustenta que seu programa é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário.
O enriquecimento de urânio é um processo essencial para a geração de combustível utilizado no funcionamento de usinas nucleares. Caso esteja enriquecido a mais de 90%, o urânio pode ser usado em armas atômicas. O Irã vinha produzindo havia anos urânio enriquecido a 3,5%, em desafio a três pacotes de sanções aprovados pelo Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU). As informações são da Dow Jones.
Irã rejeita nova oferta dos EUA sobre programa nuclear
País islâmico começou produção de urânio enriquecido a 20% para abastecer o reator