Mas o anúncio de sua incursão na atmosfera a bordo de um foguete iraniano Kavoshgar, que costuma enviar satélites ao espaço, provocou uma onda de protestos de parte de grupos de defesa dos animais. O alto oficial do setor espacial, Mohammad Ebrahimi, disse à agência de notícias Irna que a missão poderá ser realizada em março do ano que vem, mas datas de lançamento anteriores foram suspensas sem qualquer explicação oficial.
Ebrahimi disse que o gato persa foi considerado o melhor candidato para a missão depois de testes realizados com vários animais. Seu anúncio despertou a ira da Organização Peta (People for the Ethical Treatment of Animals). "O experimento arcaico do Irã é uma volta às técnicas primitivas dos anos 1950", denunciou o porta-voz do grupo de defesa dos direitos dos animais, Ben Williamson.
"Agências europeias e francesas pararam de enviar animais ao espaço, não só porque é anti-ético, mas também porque eles viraram modelos pobres das experiências humanas ou porque atualmente estão disponíveis métodos científicos mais aprimorados, sem uso de animais", acrescentou.
Em janeiro, o Irã alegou ter enviado com êxito um macaco vivo ao espaço e trazido o animal de volta em segurança. A alegação foi contestada, no entanto, quando durante uma coletiva de imprensa um macaco diferente pareceu ter sido apresentado à imprensa. O Irã, que em 2009 pôs em órbita seu primeiro satélite, já tinha enviado um rato, tartarugas e minhocas ao espaço.
O programa espacial iraniano despertou preocupações entre os governos ocidentais, que suspeitam que ele encubra uma tentativa de dominar a tecnologia que seria utilizada para lançar uma bomba nuclear. O Irã nega ter esta ambição.