Segundo o documento, mais de 2 mil pessoas foram alvo da operação que utilizou como fachada o site NewsOnAir.org.
Sob este programa, os espiões plagiavam o trabalho de verdadeiros meios de comunicação para "legitimar seu pessoal como jornalistas", utilizando informações das agências de notícias Associated Press e Reuters, e da BBC.
Os ciberespiões se faziam passar por jornalistas para entrar em contato com pessoas ligadas ao setor de defesa. Em seguida, pirateavam suas contas pessoais no Twitter, Facebook e outras redes sociais roubando as senhas.
"A falta de sofisticação era compensada com ousadia, criatividade e paciência" dos espiões, destacou iSight.
Segundo o relatório, os alvos eram, principalmente, Estados Unidos e Israel, mas também foram espionados
Grã-Bretanha, Iraque e Arábia Saudita.
O grupo visava membros das forças armadas, políticos, jornalistas ligados ao governo, diplomatas e funcionários de empresas da área de Defesa, entre outros.
O site de notícias estava registrado no Irã, o endereço do IP é iraniano e algumas senhas utilizavam o idioma persa, o que aponta para uma operação de Teerã.