O Irã afirmou nesta segunda-feira (11) que, em sua resposta à última proposta dos Estados Unidos, pediu o fim da guerra em toda a região e a liberação de seus ativos congelados no exterior.
"Não exigimos nenhuma concessão. Exigimos apenas os direitos legítimos do Irã", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, em uma entrevista coletiva semanal.
Ele destacou que as exigências do Irã incluíam "o fim da guerra na região", o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos e a "liberação dos ativos pertencentes ao povo iraniano, que durante anos permanecem injustamente bloqueados em bancos estrangeiros".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou no domingo como "totalmente inaceitáveis" as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações.
"Acabei de ler a resposta dos chamados 'representantes' do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL", escreveu Trump em sua rede Truth Social.
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Pressão na China
Trump pressionará seu par chinês, Xi Jinping, a respeito do Irã quando visitar Pequim na próxima semana, afirmaram no domingo (10) vários funcionários do governo, enquanto o presidente americano busca um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
A primeira viagem do republicano à China desde seu retorno à Casa Branca será marcada por uma grande pompa e incluirá uma visita ao famoso Templo do Céu, além de um luxuoso banquete de Estado, informou o governo americano.
"Eu esperaria que o presidente exercesse pressão", disse um funcionário de alto escalão em uma chamada com jornalistas, sob condição de anonimato.
O funcionário apontou que Trump abordou com Xi, em "múltiplas ocasiões", a questão das receitas que a China gera para o Irã e a Rússia através da venda de petróleo, bem como a venda de bens de dupla utilização (militar e civil). "Espero que essa conversa continue", acrescentou.