Os Guardióes da Revolução, o exército ideológico do Irã, confirmaram neste sábado (15) a apreensão, em águas do Golfo, de um petroleiro que, na sexta-feira, mudou repentinamente de rota no Estreito de Ormuz para se dirigir a águas iranianas.
A ação ocorreu na sexta-feira, às 4h00 GMT (1h em Brasília). Segundo um comunicado, "após uma decisão judicial que ordenava a apreensão da carga de um petroleiro – o 'Talara', com bandeira das Ilhas Marshall – as unidades de intervenção rápida da marinha dos Guardiões da Revolução (...) o interceptaram e abordaram".
Motivação da apreensão
Os Guardiões da Revolução alegaram que o petroleiro estava em "infração por transportar uma carga não autorizada". O comunicado detalhou que o navio transportava 30.000 toneladas de produtos petroquímicos e estava a caminho de Singapura.
"Esta manhã foi levado a um ancoradouro para tratar das violações constatadas", informaram os Guardiões. A empresa de segurança marítima Ambrey indicou que a embarcação seguia para o sul quando foi abordada por três pequenos barcos.
Tensão no Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma via marítima vital para o transporte global de petróleo e gás natural liquefeito, sendo frequentemente palco de incidentes.
A Marinha dos Estados Unidos afirmou na sexta-feira que estava monitorando a situação por meio da sua Quinta Frota, que patrulha a região. "Os navios comerciais têm o direito de navegar e comercializar em águas internacionais sem restrições", afirmou a força americana.
Em 2024, a Guarda Revolucionária apreendeu um porta-contêineres, alegando vínculos israelenses, após um ataque ao consulado iraniano na Síria atribuído a Israel, o que demonstra o histórico de tensões na área.