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Irã denuncia à ONU violação de cessar-fogo enquanto EUA espera resposta à proposta de paz

Ainda não se sabe o estado dos navios-petroleiros e das pessoas a bordo das embarcações atacadas nesta sexta-feira

Embarcações foram atingidas por avião de combate no golfo de Omã, via de acesso ao Estreito de Ormuz
Embarcações foram atingidas por avião de combate no golfo de Omã, via de acesso ao Estreito de Ormuz Foto : MARINHA DOS EUA / AFP / CP

Os Estados Unidos atacaram dois petroleiros iranianos nesta sexta-feira (8), mas afirmaram que esperam a qualquer momento uma resposta de Teerã para sua última proposta para pôr fim, de forma duradoura, à guerra no Oriente Médio.

Os navios-petroleiros, que segundo o exército não transportavam carga, foram "neutralizados" por um avião de combate no golfo de Omã, via de acesso ao estratégico Estreito de Ormuz.

Fragmentos de vídeo em preto e branco difundidos pelo comando militar americano para a região, o Centcom, mostram uma fumaça espessa saindo da parte traseira das embarcações, onde fica a ponte de comando.

Na noite desta sexta-feira, ainda não se sabia o estado dos navios-petroleiros e das pessoas a bordo.

Em uma carta dirigida ao secretário-geral da ONU e ao Conselho de Segurança, Teerã denunciou uma "flagrante violação" do cessar-fogo acordado um mês antes.

Uma fonte militar citada pela agência Tasnim informou que os iranianos não ficaram de braços cruzados: "Após um período de troca de disparos, os enfrentamentos cessaram por ora e a calma retornou".

No dia anterior já tinham ocorrido trocas de disparos.

Teerã bloqueia de fato o Estreito de Ormuz, via-chave para o comércio mundial de hidrocarbonetos, desde o início da guerra em 28 de fevereiro, que já causou milhares de mortos, sobretudo no Irã e no Líbano, e abalou a economia mundial.

Em represália, Washington aplica um bloqueio aos portos iranianos.

O presidente americano Donald Trump disse nesta sexta-feira que espera receber esta noite uma resposta dos iranianos à sua proposta de paz, para além da trégua.

"Supostamente vou receber uma carta esta noite, assim que veremos o que acontece", assegurou aos jornalistas.

Antes disso, seu secretário de Estado, Marco Rubio, havia adiantado que Washington esperava a resposta de Teerã "no decorrer do dia".

“Prazos”

"Seguimos os nossos próprios processos e não prestamos atenção a esses prazos", respondeu, não obstante, o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, citado pela televisão estatal.

Detalhou, isso sim, que o Irã ainda estava analisando a proposta americana.

Rubio também tinha instado os países europeus a ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança da passagem por Ormuz.

Mas estes se negaram até agora a se comprometer, enquanto não houver um acordo entre Estados Unidos e Irã.

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Por sua vez, o primeiro-ministro do Catar, o xeque Mohammed bin Abdulrahman al Thani, se reuniu nesta sexta-feira em Washington com o vice-presidente J.D. Vance e discutiu os esforços liderados pelo Paquistão para um fim definitivo da guerra.

Teerã atacou repetidamente alvos no Catar, ao indicar o papel desse rico emirado como sede de uma importante base aérea americana.

Esta queda de braço entre Teerã e Washington se traduziu, além disso, em um tráfego marítimo praticamente paralisado e em altos preços do petróleo.

O barril de tipo Brent fechou a semana mais uma vez acima dos 100 dólares.