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Irã reafirma direito nuclear sob ameaça de ataque iminente dos Estados Unidos

Teerã reafirma direito a programa atômico civil em meio à pressão americana e relatos de possíveis ofensivas militares

Governo do Irã declarou que nenhum país pode privá-lo do direito ao enriquecimento de urânio para fins civis
Governo do Irã declarou que nenhum país pode privá-lo do direito ao enriquecimento de urânio para fins civis Foto : ATTA KENARE / AFP

O governo do Irã declarou, nesta quinta-feira (19), que nenhum país pode privá-lo do direito ao enriquecimento de urânio para fins civis. A afirmação do chefe do programa nuclear iraniano, Mohammad Eslami, ocorre em meio a relatos da mídia americana de que o exército dos Estados Unidos está preparado para lançar ataques contra a República Islâmica já neste fim de semana.

Segundo o Wall Street Journal, o presidente Donald Trump foi informado sobre opções militares que visam maximizar danos e desestabilizar o governo de Teerã.

Tensões diplomáticas e preparação militar

Apesar da retomada de negociações mediadas por Omã, o clima é de hostilidade. A Casa Branca afirma haver "muitas razões" para uma ofensiva, enquanto Trump sugeriu em sua plataforma Truth Social a possibilidade de ação militar caso não haja acordo. Em resposta, os EUA reforçaram sua presença no Oriente Médio e solicitaram ao Reino Unido a manutenção da soberania sobre as Ilhas Chagos para fins logísticos.

Diante do risco iminente, a Polônia já ordenou que seus cidadãos abandonem o território iraniano imediatamente.

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Impasse em Genebra e o papel de Israel

Em Genebra, as negociações entre o ministro iraniano Abbas Araghchi e o vice-presidente dos EUA, JD Vance, revelaram que Teerã ainda não reconhece todas as "linhas vermelhas" de Washington. O presidente Masoud Pezeshkian afirma que o Irã não quer a guerra, mas não cederá às exigências americanas. O cenário é agravado pelo histórico recente: em junho do ano passado, um ataque surpresa de Israel ao Irã interrompeu diálogos anteriores e provocou um conflito de 12 dias com envolvimento direto dos Estados Unidos.

No campo militar, o Irã iniciou exercícios no Estreito de Ormuz, ameaçando bloquear a via por onde circula 20% do petróleo mundial. Simultaneamente, as Forças Armadas iranianas realizam manobras conjuntas com a Rússia no Mar de Omã, ação que o Kremlin classifica como programada. Enquanto o Ocidente e Israel acusam o Irã de buscar a bomba atômica, Moscou pede moderação e prioridade à diplomacia para evitar um conflito de proporções globais.