O Irã começou nesta quinta-feira a obter os primeiros lucros do controle forçado do Estreito de Ormuz. O país passou a receber os primeiros pagamentos do pedágio imposto na passagem de navios petroleiros. "As primeiras receitas obtidas com o pedágio do Estreito de Ormuz foram depositadas na conta do Banco Central", afirmou o vice-presidente do Parlamento, Hamidreza Hajibabaei, segundo a agência de notícias Tasnim.
O Estreio de Ormuz é um dos pontos centrais na discussão com os Estados Unidos para um eventual acordo de paz. Os norte-americanos querem a passagem aberta e livre de qualquer obstáculo, mas os iranianos seguem no controle da região. A resposta da gestão de Donald Trump foi um bloqueio naval nos portos iranianos.
Uma das consequências é a alteração nos preços do petróleo. Os valores subiram nesta quinta, com o mercado cada vez menos otimista sobre uma resolução rápida para o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Às 9h55 GMT (6h55 Brasília), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em junho, subia 2,02%, a 103,97 dólares. Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em maio, avançava 2,07%, a 94,88 dólares.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que "ordenou o retorno de 31 navios" como parte do "bloqueio contra o Irã". Segundo uma mensagem na rede social X, "a maioria dos navios cumpriu as instruções dos Estados Unidos".
Apreensão
O governo do Panamá confirmou na quarta-feira que um dos dois navios apreendidos pelas forças navais do Irã no Estreito de Ormuz é de bandeira panamenha e qualificou o ato como um "grave atentado" contra a segurança marítima, que constitui "uma escalada desnecessária" das tensões na região.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou que suas forças navais interceptaram "dois navios infratores" que tentavam atravessar a importante passagem para o trânsito mundial de hidrocarbonetos e que os conduziram até suas costas.