Os Estados Unidos pediram nessa sexta-feira a nove de seus aliados a criação, antes da realização da Assembleia Geral das Nações Unidas no fim de setembro, de uma coalizão internacional para destruir o Estado Islâmico (EI). "Não devemos perder tempo para criar uma coalizão internacional para destruir a ameaça que o EI significa", afirmaram o secretário de Estado americano, John Kerry, e o secretário de Defesa, Chuck Hagel, em um comunicado conjunto.
Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha organizaram na manhã de sexta-feira, à margem da cúpula da Otan, uma reunião na qual participaram os ministros das Relações Exteriores de Alemanha, Austrália, Canadá, Dinamarca, França, Itália, Polônia e Turquia. "Estamos convencidos de que, nos próximos dias, teremos a capacidade para destruir o EI", disse Kerry durante o encontro.
Os Estados Unidos bombardeiam desde o início de agosto o norte do Iraque para frear o avanço do EI e permitir às tropas curdas e iraquianas avançar em terra. "Temos que atacá-los para que sejam impedidos de tomar territórios, para reforçar a capacidade das forças iraquianas, de outros na região que estão preparados para enfrentá-los, sem comprometer tropas nossas, obviamente", disse Kerry.
Para que se torne efetiva, a coalizão, indica o comunicado, deve coordenar múltiplos aspectos: um apoio militar às Forças Armadas iraquianas, frear o fluxo de combatentes estrangeiros, contra-atacar o financiamento do EI, enviar ajuda humanitária e deslegitimar a ideologia do EI. "O presidente Barack Obama está totalmente comprometido, há uma estratégia que a cada dia é mais clara", sustentou Kerry.
Esta estratégia global inclui a entrega de armas aos combatentes curdos, na linha de frente na batalha com os militantes do Estado Islâmico no norte do Iraque. Estados Unidos, França e Itália já entregam armas. A Grã-Bretanha ainda não decidiu. A Alemanha, em uma guinada radical de sua política de não intervir no exterior, decidiu entregar 30 sistemas de mísseis antitanque, 16 mil fuzis de assalto e 8 mil pistolas.