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Iraque investiga se ataque aéreo matou chefe do Estado Islâmico

Ataques aéreos dos Estados Unidos atingiram Norte do país

Iraque investiga se ataque aéreo matou chefe do Estado Islâmico
Iraque investiga se ataque aéreo matou chefe do Estado Islâmico Foto : Haidar Hamdani / AFP / CP
As autoridades iraquianas estão investigando neste domingo se o líder do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al Baghdadi, morreu em um ataque aéreo da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. Washington também não pode confirmar por ora a presença do chefe do EI entre os jihadistas que no sábado foram alvo dos ataques aéreos da coalizão no Norte do país.

Os canais de televisão árabes anunciaram que Baghdadi ficou ferido ou então talvez tenha morrido nos bombardeios. Mas o Comando Americano para o Oriente Médio e a Ásia (Centcom) afirmou não poder confirmar se o chefe e "califa autoproclamado" do EI se encontrava no local do ataque. O exército americano anunciou no sábado que coalizão internacional anti-Estado Islâmico (EI) lançou na sexta-feira à noite ataques aéreos contra dirigentes desse grupo, perto de Mossul, no Iraque.

Segundo o Exército americano, "aviões da coalizão realizaram ontem (sexta-feira) à noite uma série de ataques aéreos no Iraque contra o que se acredita que fosse um encontro de dirigentes do EI perto de Mossul", a segunda cidade mais importante do país e fica ao norte. Está sob controle do grupo de radicais islamitas.

Essas operações militares "destruíram um comboio de veículos formado por dez caminhões armados do EI", acrescentou o Exército, sem especificar os países que participaram da ofensiva. O CentCom celebrou a "pressão" que continua exercendo sobre a rede, assim como "a liberdade cada vez mais reduzida desse grupo para manobrar, comunicar e comandar".

Mossul é um dos centros nevrálgicos dos jihadistas desde que a segunda cidade do Iraque caiu em suas mãos em junho. A tomada de Mossul marcou o início de uma ofensiva que permitiu a esta organização extremista sunita apoderar-se de importantes áreas do país e decretar em seguida um califado em territórios entre o Iraque e a Síria.