Os transportes públicos reiniciaram suas atividades e os três aeroportos da cidade reabriram suas operações para voos de chegada. O metrô funcionava quase normalmente, para alívio dos milhões de passageiros que o utilizam todos os dias. Os ônibus também circulavam com normalidade. "Com algumas exceções, o serviço foi retomado em todas as linhas do metrô. Mas os serviços estão menos frequentes que o habitual; os usuários deverão esperar mais tempo e haverá trens mais cheios", informou a Autoridade Metropolitana de Transportes.
Os três aeroportos de Nova Iorque, entre eles o internacional JF Kennedy, foram reabertos para voos de chegada, informou Steve Coleman, porta-voz das autoridades aeroportuárias para Nova Iorque e Nova Jersey. No entanto, os passageiros foram aconselhados a contatar as companhias aéreas antes de seguir para os aeroportos devido à complexidade das operações de reabertura. Mais de 10.000 voos foram cancelados neste fim de semana devido à passagem do Irene.
O pequeno estado de Vermont, na fronteira com o Canadá, sofreu inundações históricas, as piores desde 1927, segundo suas autoridades. Na capital Montpelier, a água já começou a baixar, mas 37.500 pessoas continuam sem eletricidade. "Em alguns lugares nem ao menos podemos avaliar os danos", afirmou Joe Kraus, do governo estadual, referindo-se à difícil geografia deste estado montanhoso e sem saída para o mar, repleto de rios que correm por seus vales.
A passagem de Irene por nove estados do leste dos Estados Unidos deixou 32 mortos – seis em Nova Iorque, Carolina do Norte e Pensilvânia, quatro na Virgínia, três em Nova Jersey, dois em Connecticut, na Flórida e Vermont, e um em Maryland –, informaram nesta segunda-feira fontes dos serviços de emergência e a imprensa locais. A maioria das mortes ocorreu por quedas de árvores, acidentes de trânsito e inundações.
Os danos provocados pelo furacão podem chegar a sete bilhões de dólares. O fenômeno, que agora está no Canadá como tempestade subtropical, custaria às seguradoras entre 1,5 e três bilhões de dólares em pagamentos por danos em casas, veículos e empreendimentos comerciais, afirmou ao Los Angeles Times Jose Miranda, diretor da Eqecat Inc., uma empresa de avaliação de catástrofes com sede em Oakland, Califórnia.