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Irmandade Muçulmana considera plano de reformas no Egito insuficiente

Governo criou comissão para estudar novas regras constitucionais

Egípcios se reúnem na cidade de Mansura Delta do Nilo, a 120 quilômetros ao norte de Cairo pedindo a destituição do presidente Hosni Mubarak
Egípcios se reúnem na cidade de Mansura Delta do Nilo, a 120 quilômetros ao norte de Cairo pedindo a destituição do presidente Hosni Mubarak Foto : STR / AFP
As reformas propostas pelo regime do presidente egípcio Hosni Mubarak para sair da crise política são "insuficientes", considerou neste domingo a Irmandade Muçulmana, primeira força de oposição no Egito. O projeto de criar um comitê formado pelo poder e oposição para preparar reformas constitucionais não basta, declarou Mohamed Mursi, líder do grupo, em entrevista à imprensa no Cairo.

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"As demandas são ainda as mesmas. O governo não respondeu a maioria deles, apenas a algumas e de forma superficial", precisou Essam al-Aryane, um outro dirigente da Irmandade.

Participantes do diálogo entre o governo egípcio e vários grupos da oposição decidiram neste domingo formar um comitê encarregado de realizar reformas constitucionais, antes da primeira semana de março. O anúncio foi feito pelo porta-voz do governo, Magdi Radi.

As conversações, com representantes da oposição e personalidades independentes, haviam sido convocadas pelo vice-presidente egípcio Omar Suleiman. Houve consenso "sobre a formação de um comitê que contará com o poder judiciário e um certo número de personalidades políticas, para estudar e propor as emendas constitucionais e legislativas que se fizerem necessárias", anunciou Radi.



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