O Exército de Israel anunciou, nesta quinta-feira (11), a interceptação de um míssil disparado do Iêmen, território controlado pelos rebeldes houthis.
Os houthis, que frequentemente lançam ataques contra Israel em solidariedade aos palestinos, afirmaram que o ataque foi uma retaliação à ofensiva de Israel em Gaza. Desde o início do conflito em outubro de 2023, a maioria dos drones e mísseis lançados pelos rebeldes foi interceptada. Em resposta, Israel já executou ataques de represália no Iêmen, atingindo portos e o aeroporto da capital, Sanaa.
A escalada de tensão ocorre após o bombardeio israelense na cidade de Al Jawf, que, segundo os rebeldes, matou 35 pessoas e deixou mais de 130 feridos.
Catar condena ataque de Israel em Doha
Em paralelo, o emir do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, acusou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de “matar qualquer esperança” de libertar os reféns mantidos em Gaza. A declaração foi feita em entrevista à CNN, um dia após Israel atacar líderes do Hamas em Doha.
Al Thani afirmou que o ataque, que deixou seis mortos, foi uma ação deliberada contra a delegação do Hamas que participava das negociações. O Catar e o Egito têm atuado como mediadores em busca de um cessar-fogo em Gaza. A conduta de Israel é vista pelo emir como uma forma de prejudicar as negociações em curso. Al Thani participará de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir o ataque.
Com informações de Estadão Conteúdo.