Uma onda de bombardeios atingiu nesta terça-feira, 26, a cidade de Nabatiyeh, no sul do Líbano, após uma ordem de evacuação emitida por Israel, depois que onze pessoas morreram na véspera em um ataque israelense no leste do país, informaram as autoridades. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ameaçou na segunda-feira intensificar os ataques para "esmagar" o movimento islamista libanês Hezbollah, apesar da trégua vigente.
Por sua vez, as forças israelenses no Líbano começaram a operar além da chamada "Linha Amarela", situada a dez quilômetros da fronteira, confirmaram nesta terça-feira à AFP fontes militares.
"As Forças Armadas de Israel estão operando de maneira seletiva para eliminar diretamente as ameaças" a cidadãos israelenses, em conformidade com as diretrizes das autoridades políticas, respondeu um militar à pergunta sobre se as tropas estão mobilizadas além da demarcação estabelecida.
Em Nabatiyeh, um correspondente da AFP relatou vários bombardeios depois que Israel emitiu o alerta de evacuação e viu colunas de fumaça se elevarem de vários locais.
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A maioria dos habitantes desta localidade fugiu desde o início da guerra entre Israel e Hezbollah, em dois de março, mas a cidade continua sendo bombardeada apesar da trégua que entrou em vigor em 17 de abril. O Exército israelense indicou que, durante a noite, atacou mais de 100 alvos do Hezbollah no vale do Bekaa, no leste, e no sul.
O Ministério da Saúde do Líbano afirmou que os bombardeios israelenses de segunda-feira na localidade de Mashghara, no distrito de Bekaa Ocidental, deixaram onze mortos, incluindo duas meninas, e 15 feridos. Os bombardeios israelenses causaram mais de 3.100 mortes desde o início do conflito, no começo de março, segundo o último balanço do Ministério da Saúde publicado na segunda-feira.