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Israel chama ativistas mortos em ataque de terroristas

Comunicado justifica ação da última segunda-feira, quando cinco pessoas morreram

Alvo de críticas de parte da comunidade internacional depois do ataque a navios na última segunda-feira, o governo de Israel divulgou um comunicado nesta segunda-feira justificando a ação. No documento, a Força de Defesa Israelense informa que os passageiros que estavam a bordo da embarcação com ajuda humanitária aos palestinos eram “conhecidos pelo envolvimento em atividades terroristas”. Na ação, cinco pessoas morreram.

O comunicado se refere à iraniana Fátima Mahmadi, nascida em 1979, residente nos Estados Unidos, como “membro ativo da organização Viva a Palestina”. Segundo a nota, ela tentou contrabandear componentes eletrônicos proibidos (que podem ser usados para a confecção de bombas) para a Faixa de Gaza.

Ken O'Keefe, nascido em 1969 e com nacionalidade norte-americana e inglesa, é apontado como “ativista anti-Israel radical e agente da organização terrorista Hamas”. Segundo o comunicado, Keefe tentou entrar na Faixa de Gaza com a finalidade de formar e treinar uma unidade de comando para a organização terrorista palestina.

O turco Hassan Iynasi, nascido em 1982, é descrito pelo comunicado como “conhecido por fornecer apoio financeiro para a organização terrorista palestina Jihad Islâmico”. Outro ativista turco, Hussein Urosh é acusado de “ajudar no tráfico de pessoal técnico da Al-Qaeda por intermédio da Turquia para a Faixa de Gaza”.

De acordo com o comunicado, o cidadão francês de origem marroquina Ahmad Umimon, nascido em 1959, é suspeito de integrar a organização terrorista Hamas. A nota informa uma série de dados, do Ministério da Defesa de Israel, sobre a entrada de suprimentos na Faixa de Gaza no período de 30 de maio a 5 de junho.

Pelos dados, representantes de 192 organizações internacionais entraram em Israel e 213 agentes ingressaram na Faixa de Gaza. O documento informa ainda que foram dadas condições para que 373 pacientes e acompanhantes cruzassem a área que separa a Cisjordânia de Israel.

A região da Faixa de Gaza é submetida a um bloqueio econômico por parte de Israel e seus aliados. A alegação é a intensificação das ações terroristas na região. Há restrições à entrada de vários tipos de mercadorias – desde combustível a alimentos e medicamentos.