O cessar-fogo era respeitado nesta manhã, depois de uma semana de choques armados, que terminaram com a morte de cerca de 155 palestinos e de cinco israelenses. A trégua, obtida depois de intensos esforços diplomáticos do Egito e dos Estados Unidos, entrou em vigor às 19h GMT (17h horário de Brasília), segundo o texto anunciado no Cairo pelo ministro das Relações Exteriores egípcio, Mohamed Kamel Amr, que estava acompanhado pela secretária de Estado americana Hillary Clinton.
O ministro israelense Ehud Barak justificou a decisão do governo de renunciar a uma operação terrestre de grande envergadura na Faixa de Gaza, apesar da mobilização de dezenas de milhares de reservistas. Segundo ele, é impossível desestabilizar o poder do Hamas sem que Israel ocupe novamente a totalidade da Faixa de Gaza. "Não tenho certeza se isto seria a coisa mais inteligente a fazer", disse.
Barak também foi questionado sobre as negociações que permitiram anunciar um cessar-fogo no Cairo. "Não é um acordo, é um papel não assinado e a única vitória do Hamas é que os papéis anteriores estavam escritos a mão, enquanto este foi impresso".