Após quase dois meses, o conflito entre as Forças Armadas de Israel e o movimento islamista Hezbollah no Líbano se aproxima de uma trégua. As negociações por um cessar-fogo avançam em meio aos bombardeios de Israel à capital libanesa, Beirute, e o disparo de foguetes pelo Hezbollah contra o território israelense.
O gabinete de segurança de Israel “determinará na noite de terça-feira” sobre um cessar-fogo no Líbano, disse uma autoridade israelense à AFP nesta segunda-feira, 25. “Estamos fazendo progressos no front”, declarou anteriormente em Nova York o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmando que tal reunião aconteceria “hoje ou amanhã”.
A Casa Branca informou que acredita que a trégua esteja próxima. “Acreditamos que chegamos a um ponto em que estamos perto”, disse a jornalistas o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby. Ele ressaltou que o acordo ainda não foi alcançado.
Mais cedo, a ONU renovou o apelo por um cessar-fogo, em uma fala de um alto funcionário ao Conselho de Segurança. Perante o Conselho de Segurança da entidade, Muhannad Hadi lamentou as operações militares israelenses ao longo da Linha Azul, a demarcação estabelecida pela ONU entre o Líbano e Israel, bem como os disparos de foguetes do Hezbollah.
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A presidência da França também se manifestou neste sentido, sustentando que as negociações tiveram “avanço significativo”. O governo francês pediu a Israel e ao Hezbollah para aproveitarem “esta oportunidade”. “As conversações sobre um cessar-fogo na Linha Azul [no sul do Líbano] registraram um avanço significativo”', diz o comunicado.
A guerra entre Israel e Hezbollah começou em 30 de setembro, com bombardeios e uma invasão terrestre de Israel no Líbano. Os ataques resultaram na morte de cerca de 3.500 libaneses e 70 israelenses.
As negociações de cessar-fogo incluem apenas o conflito no Líbano. Israel segue promovendo também bombardeios na Faixa de Gaza. O conflito iniciou em 7 de outubro do ano passado, com um ataque do Hamas, que deixou mais de mil mortos, além de centenas de reféns. A resposta israelense já deixou mais de 44 mil mortos na Faixa de Gaza, a maioria, de mulheres e crianças.
*Com informações da AFP