No mesmo momento, outros cinco detentos foram soltos em Gaza. Gritos de alegria e fogos de artifício se misturaram no bairro palestino de Betânia. O ministro dos Assuntos Penitenciários, Isa Qaraqae, confirmou que esses presos estavam livres. "Estão com nosso pessoal a caminho da Muqata'a (sede da Autoridade Palestina em Ramallah, na Cisjordânia), onde serão recebidos pelo presidente Mahmud Abbas", completou Qaraqae.
Dos palestinos libertados, 19 militam no Partido Nacionalista Fatah, do presidente Abbas, quatro na Frente Popular de Libertação de Palestina (FPLP) e no movimento islâmico Hamas. À exceção de um detento, todos os presos cumpriam uma condenação de prisão perpétua pelo assassinato de israelenses, segundo a lista publicada pelo Departamento Penitenciário de Israel. Eles foram detidos antes dos acordos de Oslo de 1993.
Logo depois da libertação dos detentos, a rádio militar israelense divulgou que Israel construirá 1,5 mil casas no bairro de Ramat Shlomo, em Jerusalém Oriental. Os planos estão previstos para a colônia de Ramat Shlomo, onde serão construídas 1.500 residências e serão concedidas permissões de ampliação de casas já existentes.
Além disso, há outros dois planos para esta área de maioria palestina, ocupada por Israel desde 1967: um centro turístico e arqueológico diante das muralhas da Cidade Antiga e um parque nacional perto do monte Scopus. Segundo a fonte governamental, que pediu anonimato, Netanyahu e o ministro do Interior, Gideon Saar, aprovaram recentemente os projetos.