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Israel nega acesso a territórios palestinos a enviado especial da ONU

É a segunda vez que Makarim Wibisono é impedido de fazer visita

Na guerra morreram 2,2 mil palestinos, em sua maioria civis, e 73 israelenses, a maioria soldados
Na guerra morreram 2,2 mil palestinos, em sua maioria civis, e 73 israelenses, a maioria soldados Foto : Said Khatib / AFP / CP
Israel bloqueou a visita do relator especial dos direitos humanos da ONU nos territórios palestinos, indicou um funcionário nesta segunda-feira, logo após a publicação de um relatório das Nações Unidas sobre a guerra de Gaza no verão passado. É a segunda vez que Makarim Wibisono tem negado o acesso aos territórios palestinos ocupados pelo Estado de Israel.

"Nós não permitimos esta visita", que devia acontecer na semana passada, explicou Emmanuel Nahshon, porta-voz do ministério das Relações Exteriores israelense. "Israel coopera com todas as comissões internacionais e todos os relatores, exceto quando seu mandato é anti-israelense e Israel não tem nenhuma chance de se defender", argumentou.

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, ao qual Wibisono se reporta, realizou uma investigação sobre as ações de ambos os lados durante o conflito do ano passado. O relatório será publicado nos próximos dias e discutido pelo Conselho em 29 de junho.

"É minha esperança que o relatório pavimente o caminho para a justiça para aqueles que foram vítimas dos combates no ano passado, tendo em conta aqueles que morreram e sofreram outras violações graves do direito humanitário internacional", declarou Ra'ad Zeid Al Hussein, chefe de Direitos Humanos da ONU.

Na guerra morreram 2,2 mil palestinos, em sua maioria civis, e 73 israelenses, a maioria soldados. Embora Wisibino se reporte ao Conselho, esta visita seria para uma avaliação individual dos territórios ocupados, incluindo a Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

No passado, Tel Aviv já havia recusado sua entrada para vista semelhantes. Em um relatório divulgado no domingo, Israel defendeu sua conduta em junho e julho de 2014 contra o movimento islâmico Hamas, e disse que era "legal" e "legítima".