Segundo a Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para manifestar sua "grande preocupação" com a situação e explicou os passos dados por Washington, incluindo um pedido ao Egito para que "honre suas obrigações internacionais visando salvaguardar a segurança da embaixada israelense". Obama e Netanyahu devem permanecer em estreito contato até que a situação seja resolvida.
Centenas de soldados egípcios, apoiados por veículos blindados, se concentravam, na madrugada deste sábado, nas imediações da embaixada de Israel, onde o fornecimento de energia elétrica foi suspenso no bairro. A ocupação da sede diplomática, realizada por manifestantes que se desgarraram de um grande protesto na Praça Tharir, deixou ao menos 235 feridos e um homem morto, vítima de um ataque cardíaco durante os choques com a polícia, segundo o ministério da Saúde.
Conforme um funcionário do aeroporto do Cairo, o embaixador israelense no Egito, Yitzhak Levanon, e sua família já pegaram um avião para retornar a Israel. O pessoal da embaixada atacada também se encontra no aeroporto, do mesmo modo que alguns cidadãos israelenses, para sair do país.
A invasão teve início quando manifestantes armados com martelos, barras de ferro e cordas destruíram o muro erguido nos últimos dias pelas autoridades egípcias em frente ao prédio, alvo de protestos nos últimos dias. A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, mas não conseguiu impedir a invasão do prédio.
As relações entre Israel e Egito atravessam uma fase delicada desde a morte de cinco policiais egípcios no dia 18 de agosto, em um ataque das forças israelenses na região de Eliat, na fronteira entre os dois países. O Egito foi o primeiro país árabe a fazer um acordo de paz com o Estado hebreu em 1979.