Netanyahu informou que conversou por telefone com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e lamentou o incidente, que prejudicou as relações bilaterais e abalou a aliança estratégica entre Tel-Aviv e Ancara. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ajudou nos bastidores a organizar a conversa entre seus dois aliados antes de encerrar sua primeira visita oficial a Israel.
No telefonema, Netanyahu disse que o "resultado trágico" da interceptação naval não foi intencional e decorreu de "erros operacionais". Ele manifestou então o "remorso" de Israel pelas vidas perdidas. Netanyahu prometeu ainda cumprir um acordo de compensação.
Os nove ativistas mortos estavam abordo da principal embarcação de uma flotilha que tentava atracar em Gaza com o objetivo de furar o bloqueio naval israelense ao sitiado território palestino litorâneo e levar ajuda humanitária à população local. A violenta interceptação causou comoção internacional e esfriou as relações entre Israel e Turquia.