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Israel prende supostos autores de atentado a ônibus em Tel Aviv

Cessar-fogo foi respeitado apesar da apreensão por novos ataques na Faixa de Gaza

Israel prende supostos autores de atentado a ônibus em Tel Aviv
Israel prende supostos autores de atentado a ônibus em Tel Aviv Foto : Daniel Bar-on / AFP / CP
O serviço de Segurança Interna de Israel (Shin Beth) anunciou, na noite desta quinta-feira, a prisão de membros da célula islâmica suspeita de realizar o atentado de quarta contra um ônibus em Tel Aviv. "Os autores do ataque que deixou 29 feridos foram detidos na região de Ramallah", na Cisjordânia, enfatizou nota oficial.

A explosão ocorreu nas proximidades do Ministério da Defesa israelense e foi o primeiro atentado contra a rede de transportes públicos desde março de 2011, quando uma bomba explodiu perto da principal rodoviária de Jerusalém, causando uma morte e deixando 30 feridos.

O cessar-fogo entre Israel e o Hamas em Gaza, que entrou em vigor na quarta-feira à noite, após uma semana de hostilidades, foi respeitado em sua maior parte na quinta, mas Israel avisou que revidará a qualquer ataque. "O cessar-fogo pode durar nove dias, nove semanas ou mais, mas, se for quebrado, nós saberemos o que fazer, e consideraremos então a possibilidade de retomar nossas atividades (militares) em caso de tiros ou provocações", afirmou o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sustentou o mesmo discurso: "Damos uma oportunidade ao cessar-fogo, mas também estamos preparados para enfrentar a eventualidade de que não seja respeitado, e, se isto ocorrer, saberemos agir em conformidade", declarou, durante uma cerimônia em homenagem à polícia.
O chefe do Estado-Maior de Israel, general Benny Gantz, disse que o exército "alcançou todos os objetivos da operação 'Pilar de Defesa'. Se não houver disparos da Faixa de Gaza, a paz reinará na região", disse.

Em uma semana de ataques, 163 palestinos foram mortos e mais 1.235 ficaram feridos na operação israelense iniciada no dia 14 de novembro com o assassinato do chefe militar do Hamas Ahmed Jaabari. Seis israelenses, incluindo dois soldados, morreram em consequência dos disparos de foguetes palestinos.


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