O chefe da administração militar israelense nos territórios palestinos, o general Yoav Mordechai, foi quem comunicou à Autoridade Palestina a recusa para os três ministros de Gaza entrarem na Cisjordânia, segundo uma rádio local. No entanto, os porta-vozes do Ministério da Defesa e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não confirmaram a informação.
No sábado, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, afirmou que o futuro governo será anunciado na segunda-feira, depois de vários dias de atraso. "O governo de consenso de tecnocratas independentes será apresentado na segunda-feira", disse Abbas. "Os ministros não serão membros do Fatah", o movimento liderado por Abbas, "nem do Hamas", no poder na Faixa de Gaza, acrescentou.
Israel denuncia o acordo entre a Organização de Libertação da Palestina (OLP), dirigida por Abbas, e o Hamas, que considera uma organização "terrorista".
Neste domingo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu para que a comunidade internacional "não se precipite" para reconhecer o próximo governo de reconciliação palestino. "Peço a todos os líderes da comunidade internacional que não se precipite para reconhecer um governo palestino, ao qual o Hamas é membro integrante, e que se apoia no Hamas", afirmou Netanyahu durante o conselho de ministros.
"O Hamas é uma organização terrorista que prega a destruição do Estado de Israel", acrescentou o premiê, para quem a formação deste governo "não irá reforçar a paz, vai reforçar o terrorismo".