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Israel prossegue com ofensiva antes de reunião da ONU

Maior operação em Gaza desde 2012 já matou 76 palestinos

Maior operação em Gaza  desde 2012  já matou  76 palestinos
Maior operação em Gaza desde 2012 já matou 76 palestinos Foto : Mohammed Abed /AFP /CP
A aviação israelense prosseguia nesta quinta-feira, pelo terceiro dia, com a ofensiva aérea em Gaza, que matou 76 palestinos até o momento, poucas horas antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a escalada entre Israel e o movimento islamita Hamas.

O exército israelense anunciou ter atacado durante a noite 300 objetivos, o que eleva a 750 o número de alvos em pouco mais de 48 horas na Faixa de Gaza. Esta é a maior operação neste território desde novembro de 2012.
Desde a meia-noite (18h de Brasília, quarta-feira), 25 palestinos morreram nos ataques, incluindo cinco crianças. Do lado israelense não foram registradas vítimas fatais desde o início da operação. Ignorando os apelos internacionais por um cessar-fogo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu endurecer a campanha contra o Hamas, que respondeu com uma chuva de foguetes contra o centro de Israel, obrigando os moradores de Jerusalém, Tel Aviv e Haifa a correr para os abrigos.

A violência esvaziou as ruas de Gaza e Tel Aviv, onde a população, temerosa, pergunta onde cairá o próximo foguete ou míssil. O calçadão de Tel Aviv, geralmente lotado no verão, também estava completamente vazio.
Nos cafés de Gaza, o panorama é muito mais sombrio. Na madrugada desta quinta-feira, oito pessoas morreram e 15 ficaram feridas em um ataque aéreo contra um café de Khan Yunis, onde os clientes assistiam a semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Holanda.

Israel confirmou por meio de vários dirigentes que examina uma possível operação terrestre. Há vários dias, tanques estão concentrados ao lado da fronteira de Gaza. "Se o fogo continuar, não descartamos uma incursão terrestre", disse o presidente de Israel, Shimon Peres, ao canal CNN a respeito dos lançamento de foguetes palestinos.
Perez advertiu que a operação poderia acontecer "muito em breve".

O governo israelense autorizou a convocação de 40 mil reservistas para o caso de uma operação terrestre.
"Gaza está à beira do precipício. A deterioração da situação está levando a uma espiral que poderia escapar do controle de todos muito rapidamente", advertiu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, antes da reunião de emergência do Conselho de Segurança programada para as 14h GMT (11h de Brasília).

"O risco de que a violência aumente ainda mais é real. Gaza e a região em seu conjunto não podem permitir-se outra guerra total", disse Ban Ki-moon. O secretário-geral da ONU conversou com Netanyahu e pediu máxima prudência, mas admitiu que os ataques com foguetes a partir de Gaza são "inaceitáveis e devem parar".

Para atender os feridos de Gaza, o Egito abriu a passagem de fronteira de Rafah e colocou em alerta os hospitais da região. A campanha israelense foi incapaz até o momento de deter o lançamento de foguetes a partir de Gaza. Na quarta-feira, 82 projéteis caíram em Israel e 21 foram interceptados pelo sistema antimísseis "Cúpula de Ferro" ("Iron Dome"). Nesta quinta-feira, mais 15 atingiram o território israelense e sete foram interceptados.
Analistas consideram que o Hamas deseja arrastar Israel para uma operação terrestre, o que poderia provocar um elevado número de vítimas entre os soldados do país.

O grupo radical também poderia utilizar armas antitanque, como os mísseis Kornet utilizados pelo movimento libanês Hezbollah na guerra de 2006. O Hamas também teria a possibilidade de capturar soldados israelenses para uma eventual futura troca de prisioneiros.


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