O palestino Khader Adnan, libertado no domingo por Israel após uma longa greve de fome, foi detido novamente na segunda-feira por algumas horas, antes de voltar a ser liberado à noite.
Símbolo para os palestinos da luta contra a detenção administrativa, um procedimento que admite a prisão sem indiciamento nem julgamento por períodos de seis meses, renováveis de forma indefinida, Adnan é acusado de pertencer ao grupo Jihad Islâmica, considerado uma "organização terrorista" por Tel Aviv.
"Khader Adnan foi libertado e entregue (às autoridades palestinas) no posto de controle de Beitunia (norte de Jerusalém), antes de retornar à Cisjordânia", afirmou a porta-voz da polícia, Luba Samri.
Adnan, de 37 anos, havia sido detido porque não foi encontrado na Cidade Antiga de Jerusalém, cujo acesso é livre apenas para os palestinos da Cisjordânia com mais de 50 anos.
Outro porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, afirmou que Adnan é "um ativista da Jihad Islâmica e, portanto, está proibido de entrar em território israelense".
Israel ocupou e anexou Jerusalém Oriental, uma anexação que a comunidade internacional nunca reconheceu. Atualmente, dos 5.686 prisioneiros palestinos em prisões israelenses, 379 estão em detenção administrativa, segundo dados oficiais israelenses.
Israel volta a libertar palestino símbolo da luta contra detenção administrativa
Adnan foi preso porque não foi encontrado na Cidade Antiga de Jerusalém