O governo italiano se prepara para decretar uma quarentena em toda região da Lombardia, incluindo a capital econômica do país, Milão, assim como a região de Veneza, o Norte de Emiglia Romana e o Leste de Piemonte. Também haverá reforços aos hospitais, com 20 mil pessoas, entre médicos e enfermeiros.
Os deslocamentos para entrar e sair dessas zonas serão estritamente limitados durante a quarentena, em vigor até 3 de abril, segundo o projeto de decreto do governo citado pelos jornais, entre eles "Il Corriere della Sera" e "La Repubblica".
Segundo o Corriere della Sera, a adoção das medidas é "iminente". O decreto, conforme o jornal The Guardian, proíbe todos os eventos públicos, além de fechar cinemas teatros, academias, boates e pubs. Até mesmo cerimônias religiosas, como casamentos e funerais serão banidas.
O número de casos do novo coronavírus na Itália passou dos 5,8 mil neste sábado, um aumento de mais de 1,2 registros na comparação com sexta-feira, no que foi o dia com a maior quantidade de reportes desde o início da epidemia no país, o que enfrenta a pior situação no continente europeu. A região da Lombardia concentra 85% dos pacientes infectados.
Em Roma, o surto afetou até mesmo a tradicional orção do Angelus. O Papa Francisco fará seu pronunciamento de sua biblioteca, evitando aparecer na janela que dá para a Praça de São Pedro. “A oração será retransmitida por vídeo ao vivo nas telas na Praça de São Pedro para permitir a participação dos fiéis”, informou a nota do Vaticano. Além disso, até domingo, 15 de março, as missas em Santa Marta, a residência do Papa no Vaticano, estão canceladas.