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Itália e Vaticano reforçam segurança ante ameaça do Estado Islâmico

Comitê de segurança do governo em Roma elevou nível de alerta no país

Vaticano teme por ataques contra Francisco
Vaticano teme por ataques contra Francisco Foto : Vincenzo Pinto / AFP / CP
As autoridades italianas anunciaram um reforço das medidas de segurança no Vaticano e em toda a Itália em virtude do medo de ataques terroristas após ameaças jihadistas. Um dia após a aprovação pelo governo italiano de medidas adicionais de segurança, o novo chefe da Guarda Suíça do Vaticano confirmou que as forças do pequeno Estado também estão em alerta.

"O que aconteceu em Paris com a revista Charlie Hebdo também pode ocorrer no Vaticano, e estamos prontos a intervir para defender (papa) Francisco", afirmou ao jornal "Il Giornale" o comandante do corpo de 110 homens, encarregado junto aos 150 membros da gendarmeria vaticana de proteger o Papa Francisco. "Pedimos a todos os guardas suíços para estarem mais atentos, observar atentamente o movimento de pessoas", acrescentou, reconhecendo que isso não substitui o trabalho de um serviço de inteligência.

Enquanto isso, o comitê de segurança do governo italiano elevou na terça-feira à noite o nível de alerta no país e confirmou uma decisão anunciada na semana passada de aumentar de 3 mil a 4,8 mil o número de soldados mobilizados em locais públicos, na tentativa de prevenir eventuais ataques. "O risco de um ataque realizado por um lobo solitário ou um desequilibrado é concreto", assegurou o senador Felice Casson, secretário do comitê.

Desde os ataques de janeiro na França, e sobretudo desde o assassinato de 21 cristãos egípcios pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) há pouco dias na Líbia, os boatos sobre possíveis ataques em território italiano têm se multiplicado. No vídeo do assassinato dos coptas, o EI diz que seus combatentes estão "ao sul de Roma".

Neste contexto, o ministro italiano das Relações Exteriores, Paolo Gentiloni, explicou nesta quarta-feira que há na Líbia riscos "evidentes" de uma fusão entre o EI e milícias locais, e que o tempo era curto para uma solução política em um país mergulhado no caos e na violência.