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Itamaraty confirma estupro de brasileiras no Suriname

Avião da FAB transportará vítimas para Belém nesta quarta-feira

O Itamaraty confirmou nesta terça-feira que entre dez e 20 brasileiras foram estupradas durante os ataques de quilombolas a uma comunidade onde vivem garimpeiros do Brasil no Suriname, no dia 24 de dezembro, véspera do Natal. A agressão ocorreu na cidade de Albina, na fronteira com a Guiana Francesa.

Nesta quarta-feira , um avião da FAB vai até o país vizinho buscar os brasileiros agredidos no conflito.

A aeronave seguirá com uma equipe médica e uma representante da Secretaria Especial de Atenção à Mulher, para dar assistência às brasileiras vítimas de violência, e uma diplomata especializada em temas consulares.

O ministro interino de Relações Exteriores, Antônio Patriota, afastou a possibilidade de novos ataques contra brasileiros na região.

Veja a reportagem

















Entenda o conflito

Um ataque de quilombolas na fronteira do Suriname com a Guiana Francesa deixou 25 brasileiros feridos no dia 24 de dezembro, véspera do Natal. Cinco brasileiros continuam hospitalizados, sem risco de morte, e serão transferidos a Belém do Pará nesta quarta (30) num avião da FAB (Força Aerea Brasileira). O ataque teria sido uma retaliação à morte de um morador local, assassinado a faca por um brasileiro.

Os locais - negros descentes de escravos da cidade de Albina - vivem na mesma região onde moram garimpeiros brasileiros, chineses e de outros países da região.

Segundo a Embaixada do Brasil em Paramaribo, quilombolas atacaram um acampamento onde moram cerca de 2.000 brasileiros que trabalham no garimpo. Segundo testemunhas, houve saques, estupros e assassinatos, mas o Itamaraty não confirma nenhuma morte. O padre José Virgílio disse ao R7 que pelo menos sete pessoas morreram no ataque.

Cerca de 300 quilombolas teriam participado do ataque. Uma mulher grávida, que estava gravemente ferida, foi a única brasileira transferida para um hospital da Guiana Francesa, que ficava mais próximo ao local. A cidade de Albina fica a aproximadamente 150 km da capital.

Em nota divulgada nesta terça, o Itamaraty disse "os brasileiros transferidos de Albina para Paramaribo estão instalados provisoriamente em hotéis na capital e poderão também ser transportados para o Brasil" se quiserem. No domingo, a polícia do Suriname prendeu 35 suspeitos de envolvimento no ataque.

O Itamaraty nega qualquer crise diplomática com o país vizinho, uma antiga colônia holandesa. O governo do presidente Ronald Venetiaan manifestou "profunda desolação" com o ocorrido, segundo a diplomacia brasileira.

As informações são do R7.com