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Itamaraty confirma presença de brasileiros em navio naufragado

Pelo menos três pessoas morreram no naufrágio

Navio naufragou na região da Toscana
Navio naufragou na região da Toscana Foto : AFP / CP
O Itamaraty confirmou que havia 47 passageiros e seis tripulantes brasileiros no navio que encalhou na região da Toscana, na Itália, no início deste sábado. A assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores relatou que alguns brasileiros resgatados entraram em contato com o consulado brasileiro em Milão.

Segundo a o Itamarty, todos os brasileiros estão em segurança. A imprensa italiana afirmou que havia 69 pessoas desaparecidas. Segundo o Itamaraty, caso um brasileiro fosse vítima, o procedimento normal seria que autoridades italianas contatassem o governo brasileiro para informar sobre o caso, o que não ocorreu. 

As equipes de socorro italianas continuam as buscas pelos desaparecidos. Segundo o prefeito de Toscana, Giuseppe Linari, a base do armador proprietário da embarcação indica que quase 70 pessoas ainda se encontrariam desaparecidas, mas podem estar com outros passageiros evacuados para a ilha de Giglio. "Dos 4.234 passageiros e membros da tripulação, incluindo 52 crianças menores de seis anos, foram encontrados até o momento 4.165 pessoas, o que deixa uma diferença de 70 pessoas, mas estamos realizando buscas praticamente porta a porta na ilha de Giglio", informou Linari. "Há três mortos confirmados. Esperamos o resultado da intervenção dos mergulhadores para verificar se alguém ficou preso na parte submersa", acrescentou. As autoridades sanitárias informaram que as três vítimas morreram afogadas.

O navio"Costa Concordia realizava um cruzeiro de uma semana pelo Mediterrâneo quando se chocou aparentemente contra uma rocha perto da ilha de Giglio, no sul de Toscana, levando a bordo 4.231 pessoas – sendo um terço de italianos, 500 de nacionalidade alemã e 150 franceses, além de japoneses, indianos, espanhois e brasileiros. A tripulação era formada por mais de mil pessoas.

Muitos dos passageiros estavam jantando quando o navio encalhou e, tomados pelo pânico, alguns se jogaram na água gelada. Luciano Castro, um dos passageiros do Costa Concordia, disse à imprensa italiana que por volta das 21h30 (hora local) "todos estavam jantando quando a luz apagou, houve um tranco e os pratos caíram da mesa". Quando a luz voltou, o comandante anunciou uma avaria no gerador elétrico e garantiu um conserto rápido, mas o barco começou a adernar. A tripulação pediu que todos colocassem os coletes salva-vidas e logo veio a ordem para abandonar o navio, revelou Castro.

Outra passageira, a jornalista Mara Parmegiani, descreveu "cenas de pânico dignas do 'Titanic'", com empurrões entre os evacuados, gritos e choros. Também denunciou a falta de preparação da tripulação, afirmando que houve problemas quando os botes salva-vidas foram lançados ao mar e que alguns coletes salva-vidas não funcionaram.
Unidades da Guarda Costeira, navios mercantes e ferrys garantiram a evacuação dos passageiros e tripulantes para a ilha de Giglio. No total, 12 navios e nove helicópteros foram mobilizados para verificar se não há ninguém no mar, segundo o porta-voz da capitania de Livorno, Emilio Del Santos.

O armador Costa Crociera, dono do barco, se declarou "consternado" e expressou seus pêsames às famílias. Ele disse que não é possível determinar de imediato as causas do acidente e assegurou que a evacuação foi rápida, apesar de difícil, já que havia muita água no barco. Segundo Costa Crociere, o barco havia partido de Savona para um cruzeiro pelo Mediterrâneo, com escalas previstas em Civitavecchia, Palermo, Cagliari (Itália), Palma de Mallorca, Barcelona (Espanha) e Marselha (França).

O "Costa Concordia", de 290 metros, tem 58 quartos com suíte e balcão, cinco restaurantes, 13 bares e quatro piscinas.

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