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"À luz dos acontecimentos recentes, o Itamaraty expressa preocupação com a segurança de manifestantes civis desarmados e de nacionais brasileiros", diz a nota divulgada nesta sexta-feira. "O Governo brasileiro recordou ao embaixador (Hossameldin Zaki) o entendimento de que a responsabilidade pela proteção de civis e pela interrupção da violência recai sobre o governo interino egípcio", acrescenta.
A reunião com o embaixador do Egito foi convocada nesta tarde. Ontem e anteontem, os governos do Equador e de vários países europeus haviam convocado os embaixadores para cobrar explicações sobre a onda de violência. Desde junho, os protestos se tornaram frequentes no país. Ativistas favoráveis e contrários ao presidente deposto, Mohamed Mursi se enfrentam nas ruas do Cairo, a capital, e nas principais cidades do país.
Os protestos mais intensos ocorreram de terça-feira para quarta-feira. O Brasil e representantes de vários países condenaram a violência. O Itamaraty diz que não há brasileiros entre as vítimas, nem registro de incidentes. Ao mesmo tempo, a embaixada brasileira no país mantém o alerta e o funcionamento, em regime de plantão, para o atendimento aos brasileiros. Porém, são estudadas medidas adicionais, em caso de agravamento da situação no Egito.