O acidente nuclear de Fukushima foi provocado pelo terremoto e tsunami que devastaram o litoral do nordeste do Japão no ano passado. A reação em cadeia deve ser confirmada na segunda-feira e a produção de energia elétrica no país deve começar em 4 de julho.
No último dia 16 de junho, a empresa recebeu o aval das autoridades locais e do primeiro-ministro Yoshiho Noda para religar os reatores nº 3 e nº 4 de Ohi. A Kansai iniciou imediatamente os preparativos. O município, a prefeitura de Fukui - província onde fica o reator -, e o governo central consideraram que os reatores poderiam ser reativados de forma segura com base nos testes de resistência ratificados pelas instâncias de controle, apesar das advertências dos sismólogos de que as obras de consolidação contra os tremores e tsunamis ficarão prontas dentro de três anos. "Minha responsabilidade é proteger os cidadãos", afirmou o primeiro-ministro Noda.
Ele prometeu que fará tudo o que estiver a seu alcance para que não aconteça outro acidente como o de Fukushima, inclusive no caso de uma nova catástrofe natural. Mas insistiu que "a energia nuclear é uma fonte de eletricidade crucial". Diversos ativistas contrários a medida realizaram uma manifestação para protestar contra a retomada da usina nuclear em Ohi.