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Japão pede envio de especialistas nucleares

País teme desastre depois de novas explosões na usina de Fukushima

Nas Filipinas cientistas estão monitorando os níveis de radiação pelo país
Nas Filipinas cientistas estão monitorando os níveis de radiação pelo país Foto : Ted Aljibe / AFP / CP
O Japão pediu oficialmente à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que envie uma equipe de especialistas para ajudar na atual crise nuclear. O anuncio foi feito nesta segunda-feira pelo diretor-geral AIEA, Yukiya Amano.

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"Hoje, o governo do Japão pediu à agência que enviemos missões de especialistas. Estamos discutindo os detalhes com o Japão", afirmou Amano aos representantes dos Estados membros durante uma reunião de informação técnica a portas fechadas em Viena, na Áustria.

Os Estados Unidos também foram procurados pelo governo japonês em busca de ajuda, segundo informou a Comissão Reguladora Nuclear americana (NRC).

A AIEA fez uma oferta formal ao governo japonês imediatamente depois do terremoto e tsunami de sexta-feira passada, que provocaram graves danos à usina nuclear de Fukushima 1, 250 quilômetros a nordeste de Tóquio.

Explosões no reator 3 da Usina


Por volta das 23h deste domingo (pelo horário de Brasília), 11h pelo horário japonês, duas explosões foram registradas no reator 3 na usina de Fukushima. O governo japonês garante, no entanto, que o reator resistiu ao acidente. 

Diante das explosões, a Agência de Segurança Nuclear do Japão ordenou evacuação de um raio de 20 quilômetros ao redor da Usina de Fukushima Daiichi e de três quilômetros em volta da Usina Fukushima Daini.

Alemanha suspende prolongamento de centrais nucleares

Os problemas nucleares enfrentados pelo Japão desde o terremoto da última sexta-feira estão causando discussões em outras nações. Nesta segunda-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou que vai suspender por três meses a decisão já adotada por seu governo de prolongar a vida das centrais nucleares na Alemanha.

"O que está acontecendo no Japão muda a situação, na Alemanha também. Não podemos agir como se nada tivesse acontecido", declarou a chanceler. "Vamos suspender o prolongamento de vida das centrais nucleares alemãs recentemente adotado. Trata-se de uma moratória e essa moratória é válida por três meses", explicou.

Apesar da oposição de uma maioria de alemães, o parlamento decidiu no ano passado prolongar por 12 anos em média a duração de vida de 17 centrais nucleares. Os reatores alemães teriam de ser fechados progressivamente até 2020 em virtude de uma lei adotada em 2002 pela coalizão de Social-democratas (SPD) e dos Verdes então no poder (1998-2005).


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