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"Hoje, o governo do Japão pediu à agência que enviemos missões de especialistas. Estamos discutindo os detalhes com o Japão", afirmou Amano aos representantes dos Estados membros durante uma reunião de informação técnica a portas fechadas em Viena, na Áustria.
Os Estados Unidos também foram procurados pelo governo japonês em busca de ajuda, segundo informou a Comissão Reguladora Nuclear americana (NRC).
A AIEA fez uma oferta formal ao governo japonês imediatamente depois do terremoto e tsunami de sexta-feira passada, que provocaram graves danos à usina nuclear de Fukushima 1, 250 quilômetros a nordeste de Tóquio.
Explosões no reator 3 da Usina
Por volta das 23h deste domingo (pelo horário de Brasília), 11h pelo horário japonês, duas explosões foram registradas no reator 3 na usina de Fukushima. O governo japonês garante, no entanto, que o reator resistiu ao acidente.
Diante das explosões, a Agência de Segurança Nuclear do Japão ordenou evacuação de um raio de 20 quilômetros ao redor da Usina de Fukushima Daiichi e de três quilômetros em volta da Usina Fukushima Daini.
Alemanha suspende prolongamento de centrais nucleares
Os problemas nucleares enfrentados pelo Japão desde o terremoto da última sexta-feira estão causando discussões em outras nações. Nesta segunda-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou que vai suspender por três meses a decisão já adotada por seu governo de prolongar a vida das centrais nucleares na Alemanha.
"O que está acontecendo no Japão muda a situação, na Alemanha também. Não podemos agir como se nada tivesse acontecido", declarou a chanceler. "Vamos suspender o prolongamento de vida das centrais nucleares alemãs recentemente adotado. Trata-se de uma moratória e essa moratória é válida por três meses", explicou.
Apesar da oposição de uma maioria de alemães, o parlamento decidiu no ano passado prolongar por 12 anos em média a duração de vida de 17 centrais nucleares. Os reatores alemães teriam de ser fechados progressivamente até 2020 em virtude de uma lei adotada em 2002 pela coalizão de Social-democratas (SPD) e dos Verdes então no poder (1998-2005).