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“Não tínhamos preparo suficiente. Quando a crise acabar, temos de examinar o acidente de perto e promover mudanças profundas”, afirmou Edano. Segundo ele, as atividades para conter as radiações no complexo de Fukushima deixaram a descoberto alguns erros. O porta-voz citou o caso dos dois funcionários da usina que se contaminaram com a água radioativa enquanto trabalhavam.
Há suspeitas ainda que a empresa Tokio Electric Power (Tepco), responsável pela usina, negligenciou provas científicas e elementos geológicos históricos que indicavam que possíveis terremotos e tsunamis gerariam consequências muito mais graves do que se estimava até então.
O eventual negligenciamento pode ter deixado a usina sem capacidade para enfrentar o terremoto e tsunami. No último dia 11, tremores de terra que chegaram a 9 graus na escala Richter destruíram cidades e mataram cerca de 10 mil pessoas. O temor pela contaminação de radiação tomou conta do Japão e dos países vizinhos.