O terremoto abalou prédios de Tóquio e foi sentido em várias regiões do Japão, em particular os municípios afetados pelo fenômeno ocorrido em março do ano passado e que provocou um maremoto de proporções catastróficas, com a morte de 20 mil pessoas e a destruição parcial da central nuclear de Fukushima.
Nesta sexta-feira, o tremor provocou uma onda de um metro de altura, que atingiu a costa da cidade de Ishinomaki. Em Minamisanriku, uma das cidades vítimas do tsunami do ano passado, as pessoas correram para as partes altas depois de uma ordem da prefeitura para que a população abandonasse suas casas.
Os telefones, fixos e celulares, não funcionavam na região e a ordem foi divulgada por um canal especial de rádio. No canal de televisão NHK, um apresentador repetia sem parar: "Recordem do terremoto e tsunami do ano passado. Avisem seus vizinhos e fujam imediatamente para as partes altas".
A empresa de energia elétrica Tokyo Electric Power (TEPCO) anunciou não ter constatado nenhuma anomalia nas centrais nucleares do nordeste do país. "Não registramos nada anormal nos dados de seis reatores da central de Fukushima Daiichi", afirmou um porta-voz da TEPCO. Também não foram constatados problemas na segunda central de Fukushima (Daini), nem em Onagawa.
O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico, com sede na ilha americana do Havaí, descartou uma ameaça de destrutiva, mas destacou que "tremores desta potência podem gerar tsunamis locais com capacidade destrutiva nas costas". A agência Jiji informou que o primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, retornou imediatamente para Tóquio após o aviso. Os trens de alta velocidade Shinkansen, com destino ao nordeste do país, tiveram as viagens interrompidas. Os dois principais aeroportos da capital japonesa, Narita e Haneda, funcionavam normalmente após o terremoto.