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Jimmy Kimmel volta ao ar e esclarece comentários sobre Charlie Kirk

Durante o monólogo de abertura do programa, apresentador abordou a polêmica e se defendeu das críticas

Talk show de Jimmy Kimmel retornou ao ar nos Estados Unidos nesta terça
Talk show de Jimmy Kimmel retornou ao ar nos Estados Unidos nesta terça Foto : PATRICK T. FALLON / AFP

O talk show de Jimmy Kimmel retornou ao ar nos Estados Unidos nesta terça-feira (23) após uma suspensão de uma semana. O hiato foi provocado pela repercussão negativa de comentários do apresentador sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk e pelas subsequentes ameaças do governo, que, segundo críticos, representaram um freio à liberdade de expressão.

Durante o monólogo de abertura do programa, Kimmel abordou a polêmica e se defendeu das críticas. "Vocês entendem que nunca foi minha intenção zombar do assassinato de um jovem. Não acho que haja nada de engraçado nisso", disse o apresentador. Ele reconheceu que, para alguns, a piada pode ter parecido inoportuna, mas ressaltou: "Eu entendo que, para alguns, isso pareceu inoportuno ou pouco claro, ou talvez ambos, e para aqueles que acham que eu apontei o dedo, eu entendo por que estão chateados."

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Críticas a Donald Trump

Kimmel criticou a decisão da Disney, proprietária da rede ABC, de tirar seu programa do ar inicialmente, mas agradeceu à empresa por defender seu direito de "zombar dos poderosos" e por permitir seu retorno. O apresentador acusou diretamente o presidente Donald Trump de colocar em risco a equipe do programa.

"O presidente dos Estados Unidos deixou bem claro que quer que eu e as centenas de pessoas que trabalham aqui sejamos demitidos. Nosso líder celebra os americanos que perdem seus meios de subsistência porque ele não aceita brincadeiras", afirmou Kimmel.

Apesar do retorno, o programa não foi transmitido em todo o país. Duas companhias donas de dezenas de afiliadas da ABC anunciaram que continuarão boicotando o talk show, limitando o alcance da audiência de Kimmel. Um membro da plateia, Walter Bates, relatou que Kimmel também elogiou a esposa de Kirk por demonstrar "valores cristãos ao perdoar o assassino do marido", antes de voltar a atacar a administração Trump.