O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse neste sábado que a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil, não tem como sair do país em menos de cinco anos. Por isso, vai pedir ao governo brasileiro a ampliação do mandato da missão para tentar reconstruir o país caribenho, atingido por um terremoto na última terça-feira que deixou mais de 50 mil mortos e 250 mil feridos.
“É preciso reconstruir o país. Não há mais nada”, declarou Jobim no Centro de Instrução de Operações de Paz, na zona oeste do Rio. Segundo as equipes de emergência da Organização das Nações Unidas (ONU), a cidade de Leogane, de 134 mil habitantes, ficou 90% destruída. A polícia local informa que entre 5 mil e 10 mil pessoas morreram na área, que fica a oeste da capital Porto Príncipe. As equipes também visitaram os municípios de Gressier (25 mil habitantes) e de Carrefour (334 mil habitantes). A destruição nestas localidades teria sido entre 40% a 50%.
Missão liderada pelo Brasil está no país desde 2004
A Minustah está no país desde 2004 e seu mandato acabaria em outubro deste ano. A missão tem 1.266 militares no país. No total, são de cerca de 9 mil pessoas, sendo pouco mais de 7 mil militares. Em entrevista na última sexta-feira, Jobim disse que passou a questionar a função da missão agora. “Ainda é a manutenção da paz ou a função agora é a construção da paz, a reconstrução do país?”, comentou.
Jobim disse que outros quatro militares brasileiros e o funcionário da ONU Luiz Carlos da Costa, civil número dois da Minustah, que são considerados desaparecidos desde o tremor, também estariam mortos. “A expressão desaparecidos é técnica. Significa corpo não encontrado”, explicou.
Veja a reportagem da Record:
Clique aqui e veja a cobertura completa sobre o terremoto no Haiti.
Com informações do R7 e da AFP.
Jobim defende que brasileiros fiquem mais cinco anos no Haiti
Ministro pedirá a ampliação do prazo ao governo para reconstruir o país caribenho