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Jogadores de futebol estão entre os mortos em confrontos no Egito

Parentes de condenados por massacre em campo de futebol tentaram invadir prisão

Confrontos no Egito deixam ao menos 27 pessoas mortas
Confrontos no Egito deixam ao menos 27 pessoas mortas Foto : Mohamed Abed / AFP / CP
O número de mortos em confrontos em Port Said, no Egito, após a condenação de 21 pessoas à pena de morte por causa de massacre em um estádio de futebol em fevereiro de 2012 segue aumentando. De acordo com o site da Times, o diretor dos hospitais na cidade, Abdel-Raham Farah, afirmou que dois jogadores estão entre os 27 mortos na onde de violência que atingiu a região. A sentença, dada por um tribunal egípcio, ocorreu depois que 74 torcedores morreram em uma partida entre Al-Ahly e Al-Masry no ano passado.

Conforme Farah, Mahmoud Abdel-Halim al-Dizawi, jogador do Al-Marikh, foi morto após receber três tiros. O outro atleta encontrado entre os mortos é Tamer al-Fhala, que jogou no Al-Masry. Ele foi assassinado no momento em que seguia para a sede do mesmo clube de Dizawi.

As mortes ocorreram depois que parentes dos condenados à morte tentaram invadir a prisão na qual eles se encontravam. Várias pessoas dispararam contra a polícia, que respondeu com o lançamento de bombas de gás lacrimogêneo, segundo testemunhas.

Duas delegacias de polícia também foram atacadas. Há confrontos violentos e sangrentos em Port Said, onde a prisão e o tribunal eram alvos de disparos com armas automáticas.

Um general do exército anunciou a mobilização dos militares na cidade para restabelecer a calma e proteger as instalações públicas, segundo a agência Mena. No Cairo, os familiares das vítimas que se encontravam na sala de audiências receberam o veredicto com gritos de alegria.

No dia 9 de março, o presidente do tribunal divulgará a sentença para os outros 52 acusados, entre eles nove policiais, julgados desde abril de 2012 por sua suposta responsabilidade nestes anos.

Massacre em jogo de futebol

A morte de 74 pessoas em um jogo, a maior tragédia do futebol egípcio, ocorreu no estádio de Port Said, depois que o Al-Ahly sofreu sua primeira derrota da temporada para o Al-Masry, 3 a 1. Centenas de seguidores do Al-Masry invadiram o campo e lançaram pedras e garrafas contra os torcedores do Al-Ahly.

Os acusados negaram as acusações de homicídio doloso e de porte ilegal de armas que pesavam sobre eles. A torcida organizada do Al-Ahly, que afirma que a maioria das vítimas procediam de suas fileiras, ameaçou as autoridades dizendo que iria provocar o caos se o veredicto não fosse severo.

A torcida do Al-Ahly é conhecida por seu apoio ativo à revolta popular, que, no início de 2011, provocou a queda do então presidente Hosni Mubarak.

Relembre a tragédia em Porto Said:

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