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"Jornada da raiva" deixa Exército em alerta no Cairo

União Europeia convocou reunião extraordinária para discutir crise no Egito

 Exército do Egito reforçou a segurança no Cairo, nas áreas ao redor da Praça Tahir e nas pontes sobre o Nilo
Exército do Egito reforçou a segurança no Cairo, nas áreas ao redor da Praça Tahir e nas pontes sobre o Nilo Foto : AFP / CP
O Exército do Egito reforçou nesta sexta-feira a segurança na capital Cairo nas áreas ao redor da Praça Tahir e nas pontes sobre o Nilo. A decisão foi tomada depois que simpatizantes do presidente deposto Mohamed Mursi organizaram para hoje uma "jornada da raiva" com protestos programados para vários pontos da cidade ao longo do dia.

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O policiamento nas ruas que dão acesso à praça e às pontes foi reforçado com o envio de militares e carros blindados. Os simpatizantes de Mursi divulgaram o protesto nas ruas e também usando as redes sociais.

As manifestações ocorrem após a divulgação de que 525 pessoas morreram nos confrontos de terça e quarta-feira, no campo de Rabaal Al Adawiya. A onda de violência no Egito gerou reações, inclusive, do Papa Francisco que pediu paz, diálogo e reconciliação.

Gehad El Haddad, um dos líderes da Irmandade Muçulmana que apoia Mursi, disse que as manifestações são uma “reação contra o golpe de Estado” que destituiu o presidente. Segundo ele, os protestos vão começar após as orações nas mesquitas do Cairo.

UE convoca reunião extraordinária para discutir crise no Egito

Embaixadores dos 28 países que integram o Comitê Político e de Segurança da União Europeia se reúnem na segunda-feira para analisar o agravamento da situação no Egito. Eles vão discutir medidas para combater a onda de violência que atingiu o país e que, em dois dias, matou 525 pessoas, principalmente civis, em confrontos entre manifestantes e policiais no Cairo, a capital egípcia.

A chefe da Diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, conversou ontem com várias autoridades estrangeiras. Anteriormente, ela havia condenado a violência no país e reiterado suas preocupações. Os governos do Reino Unido, da Alemanha, da França e da Holanda convocaram os embaixadores egípcios em seus países para manifestar a preocupação com a violência. A Alemanha instou as autoridades egípcias a encerrar a escalada de violência.

Ontem, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) iniciou reunião de emergência para analisar a situação no Egito. No encontro, os embaixadores dos 15 países que integram o órgão analisaram o agravamento da situação com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. A alta comissária dos Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, pediu uma investigação sobre a ação das forças de segurança egípcias.

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