"Anthony morreu como havia vivido, decidido a testemunhar sobre a transformação que o Oriente Médio está sofrendo e sobre o sofrimento das pessoas presas entre a opressão governamental e as forças opositoras", escreveu em uma mensagem eletrônica aos funcionários do New York Times a diretora-executiva deste jornal, Jill Abramson.
Ganhou dois Prêmios Pulitzer - a maior honra no jornalismo americano - em 2004 e 2010 por sua cobertura da invasão do Iraque, dirigida pelos Estados Unidos, e o caos posterior neste país, para o Washington Post.
Shadid era um americano descendente de libaneses que dominava o idioma árabe, e documentou a guerra com histórias comoventes do povo iraquiano em seu livro "Night Draws Near: Iraq?s People in the Shadow of America?s War", publicado em 2005.
Recentemente, cobriu as revoltas que atingiram o mundo árabe do Egito, Síria e Líbia, onde ele e outros jornalistas do New York Times foram detidos e maltratados pelas forças leais a Muamar Kadhafi. Começou sua carreira no escritório do Cairo da agência de notícias Associated Press, de 1995 a 1999. Depois, trabalhou para o Boston Globe e para o Washington Post. Shadid era casado e tinha dois filhos.