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Jornalistas da BBC são presos e agredidos na Líbia

Profissionais de imprensa teriam passado por simulação de execução

Três jornalistas da BBC foram "detidos e agredidos" na Líbia, tendo sido submetidos também a uma simulação de execução, depois de terem sido capturados quando trabalhavam em campo, informou um porta-voz do canal público britânico nesta quarta-feira.

"Me agrediram com um bastão, pisaram em mim com botas de exército e me deram joelhadas", relatou Feras Killani, um dos repórteres árabes da BBC, que foi liberado posteriormente. O agressor "encontrou um tubo de plástico no chão e me agrediu com ele, então, um dos soldados lhe deu um bastão longo", completou Killani, um refugiado palestino, que assegurou que os agressor "sabia quem éramos e o que estávamos fazendo".

Killani e seus colegas, o britânico Chris Cobb-Smith e o turco Goktay Koraltan, foram presos na segunda-feira e transportados a uns barracões onde afirmaram terem sofrido repetidas agressões.

Liliane Landor, do departamento de notícias mundiais da rede pública britânica, assegurou que a "BBC condena firmemente esse tratamento abusivo de nossos jornalistas e exorta o governo líbio a garantir que todos os meios de comunicação possam trabalhar livremente". Ela, porém, afirmou que o canal não se retirará da cobertura: "Apesar desses ataques, a BBC continuará cobrindo os acontecimentos na Líbia para nossa audiência tanto dentro como fora do país".


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