Uma juíza espanhola emitiu nesta sexta-feira uma ordem europeia de busca e captura contra o presidente destituído catalão Carles Puigdemont e quatro de seus ministros, investigados por rebelião e sedição por seu papel na declaração de independência na Catalunha, informou a Assembleia Nacional.
A ordem para capturar e prender Puigdemont e seus colaboradores está dirigida às autoridades judiciais belgas, onde "aparentemente estão os cinco investigados" que não se apresentaram perante a Justiça espanhola, informou o alto tribunal em Madri.
Bruxelas acusou o recebimento da solicitação. "Será estudada e depois será entregue a um juiz de instrução", afirmou o porta-voz da Procuradoria Federal belga, Eric Van der Sijpt.
A juíza Carmen Lamela, da Audiência Nacional, emitiu uma ordem depois que Puigdemont e seus colaboradores não compareceram na quinta-feira para depor e após a magistrada rejeitar a possibilidade de que pudessem fazê-lo por videoconferência.
"Nenhum dos cinco solicitantes [...] explica os motivos" para depor por essa via e "nem sequer apontam seu domicílio na Bélgica a fim de poder arbitrar a videoconferência", explicou o texto.
Puigdemont e treze membros de seu Executivo destituído foram convocados na quinta-feira à Audiência Nacional, investigados por rebelião - que pode render-lhes até 25 anos de prisão - e sedição por seu papel na proclamação da independência da Catalunha em 27 de outubro.
Nove integrantes de seu governo regional se apresentaram. Oito deles, entre os quais o vice-presidente Oriol Junqueras, foram postos em prisão provisória.
O nono, que se demitiu antes da proclamação da independência, saiu em liberdade após pagar fiança.
A declaração de independência do Parlamento catalão foi respondida pelo governo central no próprio 27 de outubro com a tomada de controle da região, a destituição do governo e a convocação de eleições para 21 de dezembro.
Juíza espanhola emite ordem de captura contra Puigdemont
Presidente destituído da Catalunha está na Bélgica