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Juiz dos EUA divulga suposta nota de suicídio de Jeffrey Epstein

Companheiro de cela teria encontrado documento após uma primeira tentativa de tirar a vida do financista

Epstein foi condenado por crimes sexuais
Epstein foi condenado por crimes sexuais Foto : Martin Bureau / AFP / CP

Um juiz dos Estados Unidos publicou nesta quarta-feira (6) uma nota de suicídio que supostamente foi escrita pelo criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein nas semanas anteriores à sua morte em uma prisão de Nova York. O companheiro de cela de Epstein disse que encontrou a carta em um livro depois que o financista tentou, sem sucesso, tirar a própria vida semanas antes de seu falecimento, em agosto de 2019.

"Eles me investigaram durante meses... Não encontraram NADA!!!", diz a nota manuscrita. "É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus." O texto termina com: "O que você quer que eu faça? Caia no choro?! Não tem graça - NÃO VALE A PENA!!"

A carta ficou sob sigilo durante anos como parte do processo penal contra o companheiro de cela de Epstein. O juiz Kenneth Karas, do Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York, publicou a nota após uma solicitação do jornal The New York Times.

Embora o documento não tenha sido autenticado, ele foi divulgado em meio a questionamentos sobre a morte de Epstein, aos 66 anos, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.

Sua morte foi declarada como suicídio, mas numerosas negligências de segurança na prisão e a falta de gravações de câmeras de vigilância alimentam dúvidas persistentes sobre a versão oficial.

Epstein foi encontrado ferido em sua cela no fim de julho de 2019, no que as autoridades classificaram como uma tentativa fracassada de suicídio. A nota teria sido escrita antes desse incidente.

O caso de Epstein segue abalando a política nos Estados Unidos e no Reino Unido, já que documentos relacionados à extensa investigação sobre a vida do criminoso sexual foram publicados nos últimos meses.