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Juiz dos EUA estende prazo para “fundos abutres” responderem moção argentina

Governo da Argentina apresentou proposta para pagamento de 6,5 bilhões de dólares

Governo Macri apresentou proposta para pagamento de 6,5 bilhões de dólares a fundos abutres
Governo Macri apresentou proposta para pagamento de 6,5 bilhões de dólares a fundos abutres Foto : Juan Mabromata / AFP / CP
O juiz de Nova Iorque Thomas Griesa estendeu até sexta-feira o prazo para que os fundos especulativos respondam a um pedido da Argentina de cancelar uma ordem judicial que impede seu acesso aos mercados de financiamento e o pagamento de sua dívida reestruturada. Griesa aceitou nesta terça-feira a petição dos fundos NML Capital e Aurelius de passar de 18 para 19 de fevereiro o prazo final para responder à moção, depois que a Argentina desse seu aval para esta data, segundo uma carta do advogado da acusação, Robert Cohen.

O governo argentino pediu na última quinta-feira a Griesa que levante a ordem do “pari passu” ou tratamento equitativo a favor destes fundos, de modo a poder avançar com sua oferta para resolver o litígio dos títulos em default desde 2001.

A nova administração do presidente de centro-direita Mauricio Macri apresentou no último 5 de fevereiro uma proposta para pagar 6,5 bilhões de dólares, de um total de 9 bilhões, aos fundos especulativos e outros credores para pôr fim ao multimilionário julgamento. Dois dos seis principais fundos especulativos que ganharam o julgamento em Nova Iorque aceitaram a proposta, embora os dois mais duros, NML Capital e Aurelius, que em 2012 conseguiram uma sentença favorável para cobrir uma dívida que hoje supera os 1,75 bilhão de dólares, a recusaram.

Na semana passada, uma missão argentina e estes "fundos abutres" fracassou em uma nova tentativa de chegar a um acordo sobre esta oferta, informou o mediador judicial Daniel Pollack.

O precedente governo de centro-esquerda de Cristina Kirchner (2007-2015) havia rejeitado a sentença de Griesa, que em julho de 2014 congelou um pagamento de 539 milhões de dólares em Nova Iorque aos acionistas que haviam aderido às transações de 2005 e 2010, provocando um default parcial da Argentina. Essas reestruturações, rejeitadas pelos denominados "fundos abutres" e outros demandantes, foram aceitas no momento por 93% dos credores e incluíram importantes quitações.