O magistrado do distrito de Montana admitiu, na quarta-feira, que enviou a mensagem a um grupo reduzido de amigos, através do e-mail institucional, datado do dia 20 de fevereiro, por se opor ao governo. "Não o mandei porque era racista, embora o seja. Eu o enviei porque achei que fosse contra o presidente Obama", explicou o juiz no jornal local "Great Falls Tribune".
Depois do escândalo causado pela confissão, Cebull decidiu escrever pessoalmente a Obama na quinta-feira, informou o Tribunal do Nono Distrito, uma juridição que abrange os tribunais federais do Oeste americano, com a seguinte mensagem: "Estimado presidente, desculpo-me profusa e sinceramente ante o senhor e sua família pelo correio eletrônico que enviei. Aceito toda a responsabilidade, não há ninguém a culpar, além de mim mesmo."
"Asseguro ao senhor que nunca voltarei a cometer uma ação como esta, pelo que solicitei ao conselho judiciário do Nono Distrito que investigue o assunto. Honestamente, não sei mais o que posso fazer", acrescentou o magistrado. "Peço-lhe que me perdoe mais uma vez e receba todas as minhas desculpas". Cebull, nomeado pelo ex-presidente George W. Bush, atua como magistrado do distrito de Montana desde 2008.