A decisão põe fim a três meses de uma saga que custou a Strauss-Kahn o posto de diretor-gerente do FMI e comprometeu suas chances de concorrer à Presidência da França em 2012.
O advogado de Nafissatou Diallo afirmou que o promotor responsável pelo caso, Cyrus Vance, de Manhattan, "abandonou uma mulher inocente". "O promotor negou-lhe o direito à justiça em um caso de estupro", ressaltou Kenneth Thompson. A promotora Joan Illuzzi-Orbon afirmou, no entanto, que a decisão de solicitar a retirada das acusações contra Strauss-Kahn não foi tomada "levianamente".
Após a decisão do juiz, Strauss-Kahn agradeceu os que o apoiaram, e disse que o tempo transcorrido desde sua detenção foi um "pesadelo". "Estes últimos meses foram um pesadelo para mim e minha família. Agradeço a todos os amigos na França e nos Estados Unidos que acreditaram em minha inocência", declarou em um comunicado, no qual também agradeceu ao juiz do caso.
O promotor Cyrus Vance havia pedido na segunda-feira ao juiz Obus em um documento de 25 páginas a retirada das acusações, alegando falta de provas físicas sólidas e problemas de credibilidade da suposta vítima. Além disso, o magistrado rejeitou um pedido dos advogados da acusadora de Strauss-Kahn para que Vance fosse substituído por um promotor especial.