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Junta militar do Egito aceita governo civil em 2012

Militares enfrentam a pior crise política desde a queda de Hosni Mubarak, em fevereiro

Confrontos na praça Tahir deixaram pelo menos 29 mortos
Confrontos na praça Tahir deixaram pelo menos 29 mortos Foto : Khaled Desouki / AFP
O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito concordou em passar completamente o poder às autoridades civis até julho de 2012, disse nesta terça-feira o político Selim al-Awwa à agência estatal de notícias Mena, citada pela agência France Press (AFP). A junta militar concordou com a passagem de poder após quatro dias de manifestações na praça Tahrir do Cairo e violentos confrontos com os opositores, que deixaram pelo menos 29 mortos.

A junta militar egípcia enfrenta a pior crise política desde a queda de Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro. "Foi acordado na reunião, presidida pelo vice dirigente do Conselho das Forças Armadas, Sami Enam, que será formado um governo de salvação nacional, o qual implementará os objetivos da revolução", disse Awwa, pré-candidato presidencial que participou do encontro.

Awwa disse que também foi acordado que "o poder deverá ser transferido a um presidente civil eleito, até no máximo o final de junho de 2012". As informações são da Dow Jones.

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